Autor: José Alfredo Schierholt


Autor: José Alfredo Schierholt
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Montagem: Orestes Josué Mallmann

segunda-feira, 11 de junho de 2012


Monumento da Carta-Testamento

Há em Lajeado um pequeno monumento, na Praça Gaspar Silveira Martins, que transcreve a Carta-Testamento de Getúlio Vargas. Foge das características de um monumento, por não ser próprio, pois, é padronizado e com placa de bronze espalhado por numerosas cidades, com a Carta-Testamento do presidente Getúlio Vargas. O objetivo destes monumentos tinha cunho político, servindo de local para peregrinação dos seus partidários. Isso não agradava aos que foram perseguidos pela ditadura getulista ou eram da oposição.
O longo governo de Getúlio Vargas foi em dois períodos distintos: de 3-11-1930 a 19-10-1945 e de 31-1-1951 a 24-8-1954, dia em que se suicidou. Em vez de tomar as providências que sempre soube tomar, Getúlio não soube combater o mar de lama que se criara em tomo de seu governo. Velho e cansado, preferi ir prestar contas ao Senhor, não dos crimes que não cometi, mas de poderosos interesses que contrariei, ora porque se opunham aos próprios interesses nacionais, ora porque exploravam, impiedosamente, aos pobres e aos humildes. Preferiu sair da vida para entrar na história - palavras finais do documento.
O monumento foi inaugurado no domingo de 19-4-1958. A foto mostra o discurso de Virgílio Lopes, mais conhecido por Filhinho Lopes. Em sua frente está Darci José Corbellini. À esquerda, está o vice-presidente da República João Goulart. Logo após a inauguração, a comitiva entrou na igreja em meio à cerimônia, para também assistir a solene inauguração da matriz de Santo lnácio. 
 
Pequenas Biografias

Presidente João Goulart
É nome de rua nos Bairros Campestre e Olarias, conforme Lei nº 3.142, de 12-2- 1980. A lei diz que é Rua João Goulart, sem o título presidente, o que é um desrespeito! – O nome João Goulart existe às centenas...
Mais conhecido pelo seu apelido Jango, João BeIchior Marques Goulart, seu nome completo, nasceu em São Borja, em 1-3-1918, filho de Vicente Rodrigues Goulart e de Vicentina Marques BeIchior Goulart. Em 1939, com frequência livre, formou-se em Direito em Porto Alegre. Estava casado com Maria Teresa Gontela Goulart, tendo três filhos.
Amigo de Getúlio Vargas, foi um dos pioneiros do PTB em São Borja, secretário do Interior e Justiça, deputado federal em 1950 e presidente do diretório nacional do PTB, Ministro de Trabalho, Indústria e Comércio, em 1953. Em 1955, com quatro milhões de votos, foi eleito vice-presidente de Juscelino Kubitschek.
Visitou Lajeado para inaugurar a Carta Testamento de Getúlio Vargas, em 19-4-1958. Em 1960, foi reeleito vice-presidente de Jânio Quadros. Quando este renunciou, em 25-8-1961, foi impedido pelos chefes militares de entrar no exercício da presidência. O golpe de Estado foi abortado pelo Movimento da Legalidade e adotado o Parlamentarismo, derrubado pelo plebiscito de 1963.
Irrompendo a Revolução de 64, para evitar uma resistência sangrenta, Jango abandonou o governo em 1-4-1964, fugindo para o Uruguai. Foi o único presidente brasileiro a morrer no exílio, em Mercedes, na Argentina, em 6-12-1976, em circunstâncias não bem esclarecidas. Seu sepultamento em São Borja foi uma consagração popular. 

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